Feeds:
Posts
Comentários

Archive for março \28\UTC 2007

Depois desse post (Quer trabalhar no Google? Execute!) sobre o Fábio Ricotta, vou relatar uma outra experiências que tive. Em 1999, eu estava formado há menos de um ano e trabalhando na Accenture, quando abriu um processo de seleção na antiga Booknet (já com a GP como sócia e prestes a virar Submarino). No alto da minha segurança na época (ou arrogância) e antes mesmo da última fase, pedi demissão com a certeza de que seria aceito. Um belo dia recebi ligação da consultoria de RH informando que não havia passado para as entrevistas finais. Mesmo insistindo, não me disseram a razão e nem me deixaram falar com alguém da Booknet.

Além de estar sem emprego, eu achava que tinha o perfil adequado e queria de qualquer jeito trabalhar naquela empresa (apesar de nenhum dos meus colegas da faculdade saberem o que era esse site). Obviamente que não conseguiria falar com nenhum diretor se fizesse um cold call, então procurei outras formas de contato. Descobri no registro.br o email do CEO na época (sabia quem era por leitura anterior) para quem mandei uma mensagem relatando o caso. Fiz um brevíssimo histórico pessoal, insisti que tinha o perfil adequado e adicionei links de artigos que havia escrito sobre ecommerce para o antigo WebWorld (Vicente, cheguei a lhe contar essa história?) e perguntei qual era a estratégia que motivou a mudança de nome.

Recebi uma resposta do CEO informando que estava em NY levantando capital para a empresa e não poderia falar sobre o novo nome da empresa , mas que gostaria de conversar na volta. Fui no dia marcado (uma sexta-feira), fiz entrevisas com 3 diretores e no caminho para casa recebi ligação dizendo que deveria começar na segunda.

Conheça seu potencial, seja persistente, use ferramentas e tenha alternativas (um plano B sempre vai bem).

Read Full Post »

Fábio Ricotta é um estudante de computação de MG que quer trabalhar no Google. Enquanto outros apelam para métodos mais tradicionais (e são barrados), ele criou um blog chamado Eu Quero Trabalhar no Google. Você leitor deste site já deve ter lido sobre essa estratégia. Já escrevi sobre minha experiência nisso aqui (Crie um blog e consiga um emprego Parte 1) e aqui (Crie um blog e consiga um emprego Parte 2).

Como comentei no radinho, uma lista de discussão formada por profissionais de internet, TI e comunicação, gostei muito da postura pró-ativa do garoto. Só acho que ele deve expor mais seus projetos (tem alguns escondidos na página pessoal, em outro site). Se não tiver, desenvolva mais trabalhos próprios e coloque-os no ar. Ainda mais que ele é de TI… a internet está aí para isso.

Temos vários exemplos de jovens na internet brasileira que estão conseguindo mostrar na prática sua qualidade profissional e técnica com projetos muitas vezes pequenos, mas bem bolados e executados. Marco Gomes (boobox – teve repercussão internacional e ainda tem espinhas), Gilberto Jr (incansável com desta.ca, outrolado e w2br), Rodolfo Sikora (iJigg – já recebeu propostas de grandes players), Renato Shirakashi (Rec6 – que obteve reconhecimento por meio de investimentos de capital de risco), entre outros tantos. Sem falar nos blogueiros como Rafael Slonik (novo-MUNDOdeclarou faturamento de mais de R$ 4000 em Janeiro/2007 com seus blogs). Não sei se esses carinhas são técnicos, mas têm resultado para mostrar. Quem você contrataria?

Porém, compartilho da opinião de alguém do radinho que disse que o Fabio daria um bom publicitário. Até o momento atual, ele mostrou mesmo mais capacidade de marketing do que técnica. Eventualmente, ele tem mesmo esse perfil, mas se o objetivo for mesmo uma posição técnica, sugiro mostrar/linkar/descrever melhor os projetos ou mesmo transformar o que já tem no site pessoal em conteúdo desse blog. Está muito melhor do que meramente textos e videos pedindo emprego.

Para você que está procurando emprego, principalmente de nível universitário. Não deixe de ter um blog/site profissional linkando/mostrando seus projetos, mas se está pensando em montar um nos moldes (hard-sell) de EuQueroTrabalharNaX.com, seja criativo e bole uma outra idéia (principalmente se for na área de marketing/criação). Ele já ocupou o espaço de pioneiro e nessas estratégias quem marca mesmo é o primeiro.

Boa Sorte, Fábio!

Outras opiniões e menções:

. Ricotta no Google (Viu Isso?)

. Eu quero trabalhar no Google! (GoogleDiscovery)

. Quem não chora não mama (Contraditorium)

. Ele quer um emprego na Google (e quem não quer?) (Crash Tester)

. Fábio Ricotta quer trabalhar no Google (YabloG!)

Read Full Post »

Dois links para quem procura na China. Visite os sites e candidate-se!

. Meijob, em Chinês e Inglês, empregos em qualquer área

. Danwei, em Inglês, com empregos nas áreas de comunicação, propaganda, tecnologia e entretenimento, como estas de webdesigner, coordenador de marketing e assistente editorial.

Read Full Post »

[publicado originalmente no Digital.Mundo.IN]

Terça e quarta serão ocupadas basicamente por palestras, entre elas A Globalização das Havaianas. Já na quinta e sexta serão as apresentações do concurso de business plan MootCorp Latin America, etapa latino-americana de uma das competições universitárias de planos de negócios mais tradicionais do mundo, organizada pela University of Texas. A equipe vencedora concorrerá na final internacional nos EUA com times do mundo todo pela premiação de US$ 100 mil, além da oportunidade de se apresentar a potenciais investidores.“(Continua…)

Não preciso nem falar para você da importância de se participar de uma competição como essa. Ganha-se em experiência, conhecimento, networking, além de poder adicioná-la ao seu currículo (especialmente se conseguir boas posições).

Read Full Post »

Continuação de: Crie um blog e consiga um emprego Parte 1

No primeiro post desta série, não estava me referindo exatamente à profissão de blogueiro, mas ao uso desse tipo de website para mostrar:

1) conhecimento e opinião sobre assuntos;

2) qualidade da redação e capacidade de persuasão;

3) postura mão na massa;

4) conhecimento e atualização sobre tecnologia;

5) capacidade técnica (principalmente se sua área for desenvolvimento ou criação)

Nada impede que você mantenha um blog que fale sobre sua vida pessoal, fotos, amigos, família, etc etc etc. Porém, se já tem essa experiência e disponibilidade de tempo, tente montar também um site (não precisa ser necessariamente um blog) sobre os assuntos profissionais que quer seguir (ou pelo menos se interesse). Mesmo que seja um estudante que ainda nem fez o primeiro estágio, será uma experiência incrível, onde poderá não só aprender, mas também conhecer outros profissionais e curiosos da área.

No caso que relatei, pude usar o iMarketing (avisei que é antigo e tosco) para 2 objetivos: a) mostrar o que conheço e b) gancho para conversa com a empresa.

Aliás, não foi só nessa vez que usei conteúdo online de minha autoria (blog ou artigos) como gancho para contato com profissionais que não tinha acesso. Mais, em novos posts.

Read Full Post »

Vou contar um caso real para ilustrar o que comentarei em breve.

Meu primeiro contato com mídia online foi lá pelos idos de 93/94, primeiro através de BBSs e depois com gopher/email na faculdade. Ingressei profissionalmente no setor só em 97, quando trabalhei no primeiro serviço de webmail do Brasil, o falecido BaseMail.

Antes de entrar na companhia, já me interessava muito pela área, especialmente marketing digital. Lia tudo que aparecia na frente (não havia muito coisa) e tentava redigir textos próprios (aprendo melhor escrevendo). E como o negócio é online, nada melhor do que publicar na grande rede. Nasceu aí o iMarketing (que ainda está no ar só por nostalgia e curiosidade, mas se for acessar, lembre-se que é antigo e tosco).

O conceito não era de blog, mas de um site pessoal sobre marketing na internet. Durante as pesquisas que fazia, encontrei muita coisa interessante, entre elas o BaseMail (que estava contratando representantes comerciais). Mesmo faltando o perfil adequado, mandei email para me candidatar.

Na mensagem, comentei sobre a oportunidade de trabalho, além de falar sobre meu conhecimento do setor e, principalmente, incluir um link do iMarketing como referência. Responderam educadamente explicando que buscavam profissionais de outro perfil para vaga, mas me convidaram para uma visita.

Chegando lá, fui recebido pelo dono da empresa. Após um rápido tour pelas instalações (mais detalhes no futuro – só pra aguçar a curiosidade, ficava na garagem de um casa perto da USP), fomos até sua sala e passamos uma boa parte da tarde conversando. O assunto foi basicamente as coisas que escrevi no iMarketing. Recebi naquela tarde mesmo convite para estagiar na empresa.

Read Full Post »

É da natureza dos mercados abertos que a concorrência seja acirrada. Para qualquer competidor, tudo conta no balanço no final do mês. Por isso, cada vez mais as empresas buscam minimizar seus gastos e aumentar a produtividade. Se antes uma máquina produzia X unidades, agora deve fazer 2X por 1/3 do custo. E o mesmo estagiário que antes custava uma bolsa auxílio e aprenderia à medida em que trabalhava, agora já deve ingressar na empresa com uma boa experiência profissional.

Mas como alguém pode ter experiência se muitas vezs ainda nem fez o primeiro estágio?

Uma das situações mais corriqueiras é conseguir um emprego que não exige nível superior. Obviamente que muitos (diria que a grande maioria deles) universitários trabalham em posições sem qualificação por necessidade financeira, mas mesmo quem tem condições pode optar por esse caminho.

Na comunidade, é comum os jovens ajudarem nos negócios dos pais (para muitos, é uma obrigação familiar). Mas, se por um lado esses bicos não influenciam tanto na obtenção de experiência técnica (obviamente dependendo da atividade), ajudam definitivamente na introdução à vida profissional e no treinamento comportamental. Se antes um jovem encarava a vida uma grande brincadeira, passa a ter obrigações e responsabilidades.

Se a sua família não tem uma empresa própria ou você quer experimentar coisas diferentes, tente vagas em companhias que empregam grande quantidade de jovens, como redes de fast-foods. Além de entender como funciona uma empresa, poderá ter uma bela experiência no relacionamento com cliente (um expertise vital em qualquer ramo de atividade).

Read Full Post »

Older Posts »